terça-feira, 21 de agosto de 2007

professor de educação infantil

A escolha da profissão pelas mulheres muitas vezes não é pensada como um desejo, um sonho, uma realização pessoal e/ou profissional. É uma forma de conciliar necessidades e possibilidades. Sendo assim, ser professora, nessa concepção, é um ótimo caminho, pois a carga horária é menor que nas demais profissões, possibilitando, inclusive, que muitas profissionais levem seus filhos para as instituições escolares, local do seu trabalho.
Com relação aos profissionais que atuam como auxiliares de educação, podemos dizer que estes trabalham nas creches por falta de opção, pela influência familiar e pela própria desqualificação profissional. Afinal, muitos pensam que “é só cuidar das crianças e isso toda mulher nasce sabendo.”.
Isto faz com que o magistério passe por um processo que podemos chamar de feminização, ou seja, é raro observarmos profissionais do sexo masculino atuando na Educação Infantil e nas primeiras séries do Ensino Fundamental.
Considerar a educação apenas como uma extensão da função materna contribui para a crise educacional, pois se o profissional não for consciente do seu papel de educador e de formador, agir apenas pelo senso comum, sem buscar um embasamento teórico e crítico para a sua práxis, todo o seu trabalho se dissolve.
A Educação Infantil é a primeira fase escolar da criança e é nela que estão presentes momentos relevantes para a vida futura.
Reconhecida essa importância, foram elaboradas leis que garantem às crianças o acesso e a permanência nas instituições de Educação Infantil. A Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei n. 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, exigem que sejam supridas as necessidades sociais e individuais desde a primeira infância, envolvendo família, Estado e sociedade, visando o desenvolvimento pessoal, o preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho.
Percebo que ainda temos um longo caminho a percorrer, pois observo que ainda há falta de vagas nas escolas brasileiras, muitas delas estão em condições precárias, os recursos didático-pedagógicos são escassos, alguns professores sem a devida qualificação, portanto, mal preparados.

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